Estudo revela que trabalhadores noturnos tem maior risco de câncer e diabetes

May 23, 2018

 

Um estudo publicado pela Universidade do Colorado, em Boulder, nesta terça-feira (22) revelou que pessoas que trabalham no período noturno e alunos que estudam de madrugada correm um risco maior de sofrer de diabetes e câncer, devido às mudanças nos níveis de proteína no sangue. Atualmente, cerca de 20% dos trabalhadores do mundo, aproximadamente 600 milhoes, cumprem a jornada de trabalho noturna.

 

A pesquisa indicou que atividades realizadas durante a noite são capazes de provocar alteração sanguínea, o que modifica o metabolismo e as funções imunológicas, afetando os padrões de sono e da alimentação do ser humano.

 

“Quando experimentamos algo cocmo descocmpensação horária (conhecida como “jet lag”) ou alguns dias de trabalho noturno, rapidamente modificamos a nossa fisiologia normal de uma maneira que, se contínua, será prejudicial para a nossa saúde”, explicou Kenneth Wright, que comandou o estudo.

 

O diretor do Laboratório de Sono e Cronobiologia e professor do Departamento de Fisiologia Integrativa na Universidade de Colorado em Boulder disse que o levantamento foi focado em 1.129 proteínas e descobriu que 129 delas apresentam algumas alterações se o período de repouso ou de alimentação são modificados.

 

Para chegar a conclusão, Kenneth e seus colegas fizeram o exame em seis homens, todos eles com um pouco mais de 20 anos de idade, que passavam várias noites no hospital da universidade em uma situação controlado, as quais simulavam o trabalho noturno.

 

Segundo a pesquisa, apenas no segundo dia de trabalho noturno, os voluntários já apresentavam efeitos negativos na saúde.

 

Para o diretor do laboratório que realizou o estudo, a importância deste reside no fato de que existem certezas de que o sangue sofre alterações de acordo com as variações de horário de trabalho, alimentação e sono. Desta maneira, os hospitais poderão desenvolver novos procedimentos para extrair amostrar sanguíneas em horários apropriados.

 

Com isso, a descoberta vai permitir aos médicos realizarem diagnósticos mais precisos e determinarem melhor em qual momento um paciente deve receber tratamento ou medicações.

 

*Com a Folha de SP

 

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