Pacientes oncológicos podem ingerir comidas típicas? Nutricionista do Cliom responde


Alessandra, cozinheira do Hospital Cliom

As festividades de São João estão chegando, com isso o milho cozido e as suas preparações como a canjica, a pamonha e o munguzá viram os alimentos mais cobiçados da época. A principal base sempre é o milho e o coco. Mas será que o paciente oncológico em quimioterapia pode comer tudo isso? Quem explica é a nutricionista do Hospital Cliom, Alzira Dias.

Segundo a nutricionista, o paciente oncológico pode ingerir comida típica, no entanto, as preparações precisam ser com os ingredientes em sua forma mais natural possível, como por exemplo os produtos in natura. “Ao invés de usar aqueles milhos enlatados, o mais correto é utilizar o milho e o coco em sua forma natural, sem ser em conserva. Com isso, agregará além de sabor, uma melhor qualidade nutritiva”, expôs Alzira.

Ainda segundo Alzira, as comidas típicas ainda tem um alto valor nutricional, mas precisam de cautela. “Esses alimentos são compostos por vitamina A, vitamina E, folato e gorduras benéficas, as quais ajudam melhorar a anemia e o sistema imunológico. Só que são necessários certos cuidados na quantidade ingesta, já que esse tipo de comida tem alta densidade energética”, informou.

Outra ressalva feita pela nutricionista é no tocante à manipulação, armazenamento e a procedência desses alimentos. “Como as preparações com coco e milho são muito perecíveis, ou seja, é altamente vulnerável a deterioração, é necessário que esses pacientes consumam alimentos com preparações recentes, feitos no dia, em especial e também com o máximo de higienização possível”, completou.


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