Consumo de glúten por celíacos aumenta riscos de linfoma

September 3, 2019

 

 

É comum, nos dias atuais, encontrar pessoas com restrições alimentares e alergias a determinados produtos. No entanto, em alguns casos, o quadro vai além de alergias e os sintomas podem estar relacionados a doenças. É o caso da doença celíaca, quando a inflamação é causada pela ingestão do glúten – proteína que pode ser encontrada nos cereais como trigo, centeio ou cevada. Caso o paciente não receba o tratamento adequado, pode ocorrer o aumento do risco de desenvolver linfoma do intestino delgado.

 

Diarreia, prisão de ventre, perda de peso, anemia, sensação de estufamento, cólica e desconforto abdominal são os principais sintomas da doença celíaca durante a infância. Na fase adulta, muitas vezes os sintomas são mais indefinidos, como eventuais dores, de acordo com o Gastroenterologista do Cliom, Lucas Gama.

 

“A doença não é transmissível, e nem é causada pela quantidade de glúten que o indivíduo ingere. Os pacientes acometidos apresentam alterações genéticas que aumentam o risco de desenvolvimento da doença, e/ou podem desenvolvê-la após uma infecção, por exemplo”, destaca.

 

O médico salienta que a doença é autoimune, ou seja, as próprias células de defesa imunológica agridem as células do organismo, causando um processo inflamatório. “Esse processo inflamatório, que no caso ocorre na parede interna do intestino delgado, leva à atrofia das vilosidades intestinais, gerando diminuição da absorção dos nutrientes”, afirma.

 

Tratamento

 

Conforme o especialista, o tratamento do paciente com doença celíaca é essencialmente dietético, adotando uma alimentação totalmente isenta de glúten. “Se o paciente não receber o tratamento adequado, ou seja, a dieta isenta de glúten, a doença evolui com ainda mais atrofia e inflamação intestinal, piora dos sintomas, podendo ocorrer até desnutrição/atraso no desenvolvimento e aumento do risco de desenvolver linfoma do intestino delgado”, explica.

 

O médico ressalta ainda que os pacientes portadores da doença precisam atentar para a possibilidade de “contaminação” de alimentos com glúten, através de panelas ou utensílios que tenham entrado em contato com alimentos ricos em glúten.

 

 

 

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